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Caro Leitor, Definir alimentação saudável e atividade física como referências para a qualidade de vida foi uma decisão oportuna da Organização Mundial de Saúde (OMS). Trata-se de uma resposta à epidemia de obesidade e de outras doenças associadas a desequilíbrios alimentares e sedentarismo, como o diabetes, as doenças cardiovasculares e certos tipos de câncer. O Brasil foi um dos signatários desta estratégia, que está amparada em um minucioso trabalho realizado por um grupo independente |
de cientistas de mais de 30 países. A novidade está no fato de que, pela primeira vez, a OMS adota esta recomendação de modo direto a todos os países, na perspectiva de que aliem a atividades educativas dirigidas à população ações voltadas a modificar o ambiente onde vivem os indivíduos. No campo da alimentação saudável, duas vertentes de atuação nos chamaram a atenção devido a sua prioridade: o fomento do consumo de frutas, legumes e verduras e a regulamentação da propaganda de alimentos industrializados, em particular aquela dirigida ao público infantil. Dados desta organização indicam que 75% das doenças causadas pela obesidade, por exemplo, podem ser evitadas com dietas alimentares ricas em produtos hortifrutigranjeiros. Uma das iniciativas para difundir este conceito é o programa alimentar "5 ao Dia", que tem como filosofia promover o consumo diário de cinco porções de frutas, legumes e verduras. Com isto, temos um momento bastante favorável para desenvolver ações de promoção da saúde, unindo esforços da iniciativa privada, órgãos de governo e organizações da sociedade civil, para criar estratégias de intervenção que estimulem o consumo e favoreçam a oferta de alimentos saudáveis, bem como a prática de atividade física. Por: Wilma Sarciá, Presidente do Conselho Regional de Nutricionistas 4ª Região |
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